Animais

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Rilckzedeque 1 de outubro de 2010

"Calma, vai dar tudo certo, tá?"

“Calma, vai dar tudo certo, tá?”

É fato: os porcos também têm sentimentos. O problema é que até agora não havia um jeito prático de medir o quão felizes ou tristonhos eles ficavam em dada circunstância. Mas daí o pessoal da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, inventou um jeito de “perguntar” aos animais sobre seu estado de espírito. E descobriram que as características do ambiente em que vivem faz os porcos sentirem-se “otimistas ou pessimistas em relação à vida”.

Primeiro, os bichos foram divididos em dois grupos: um ficou num chiqueiro com bastante espaço, palha no chão e vários “brinquedos” (os pesquisadores não detalharam quais itens funcionam como brinquedos para um porco); o outro, num lugar menor, sem palha e com apenas um brinquedo disponível. Então, os dois grupos foram treinados para associar um som a algo agradável e outro a algo ruim.

Por um tempo, ao toque do primeiro som, os porcos de ambos os chiqueiros ganhavam uma maçã; ao toque do segundo, ouviam também o farfalhar desagradável de um saco plástico (!). Depois, os cientistas incluíram um terceiro som à dinâmica. E, ao ouvir o toque desconhecido, os porcos no “chiqueiro de luxo” já iam se aproximando, aparentemente esperando por uma maçã. Mas os do “chiqueiro pobre” se mantinham distantes, provavelmente apreensivos de que o que vinha por aí era o barulho chato do saco plástico de novo.

A líder da pesquisa, Catherine Douglas (co-autora de um outro estudo que eu, particularmente, acho genial: as vacas que têm nome dão mais leite do que as que não têm), explicou numa intrevista á BBC inglesa que os porcos também têm aquela coisa de interpretar a vida sob a filosofia do “copo meio cheio ou meio vazio”. E que, agora que a gente sabe disso, podemos cuidar para que os porquinhos fiquem sempre felizes e cheios de pensamento positivo.

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Galinhas preferem gente bonita

Rilckzedeque 01 de outubro de 2010

E aí, gatão?

E aí, gatão?

Lembra dos porcos mimados, otimistas e tal? Parece que eles não são os únicos com a autoestima lá em cima no reino animal. Pesquisadores da Universidade de Estocolmo (Suécia) elaboram um teste para medir o nível de atração de galinhas por diferentes rostos humanos, de ambos os sexos. E descobriram que – safadinhas! – elas preferem gente bonita.

Depois de mostrar uma série de rostos masculinos e femininos a estudantes universitários (que avaliaram, de 0 a 10, a beleza de cada um), os caras treinaram os animais (naquele esquema de “acertou, ganhou comida”) a, vendo os mesmos rostos em um monitor, reagir (dar uma bicada na tela) aos femininos, mas não aos masculinos (ou vice-versa). E as galinhas aprenderam as regras direitinho. Mas rolou um efeito curioso nisso: os rostos avaliados como mais bonitos pelos estudantes também foram os que ganharam, naturalmente, mais bicadinhas das penosas.

Pesquisa inútil? Talvez não. Segundo os líderes do estudo, essa semelhança nos gostos pode revelar algo sobre a origem do nosso critério de beleza. “Isso sugere que as preferências sexuais humanas podem surgir de propriedades gerais do sistema nervoso”, especulam. Quais propriedades são essas (e se, de fato, existem) eles prometem tentar descobrir.

(Falando em galinha… já deu uma olhada no post de hoje no blog do Planeta Sustentável?)

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Rilckzedeque 30 de setembro de 2010

Um pouco de privacidade, por favor?

Um pouco de privacidade, por favor?

Eles são tão bonitinhos que você provavelmente nunca os imaginou se masturbando. (Se imaginou, convenhamos, você é um pouco estranho.) Mas é fato: assim como outros mamíferos e roedores, os esquilos se masturbam. E não são nada discretos, vale dizer: a zoóloga Jane Waterman, da Universidade da Flórida (EUA), passou cerca de 2000 horas observando a cópula dos bichinhos na Namíbia, na África, e os presenciou inúmeras vezes sentados na frente de outros esquilos, estimulando o próprio pênis com as patas e até com a boca. É, hardcore.

Mas, até aí, normal. Segundo ela, os machos de várias espécies de esquilos investem no prazer solitário quando não encontram uma fêmea para copular, ou então para eliminar o esperma antigo e substituí-lo por um novo, de melhor qualidade, logo antes da cópula. Mas nenhuma dessas teorias se encaixava. A maioria dos “culpados” era dos considerados “machos dominantes” (que não têm problemas em encontrar fêmeas), e eles se masturbavam com mais frequência justamente após o sexo. O ato também não fazia sentido como algum tipo de sinal para machos rivais ou para as fêmeas, segundo as observações discretas da especialista. O que a levou à teoria de que os esquilos – que, por sinal, são bem-dotados (só os testículos dos bichinhos têm cerca de 20% do comprimento total de seu corpo; quer ver?) – podem usar a masturbação como uma forma de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis.

“Esquilos fêmeas chegam a copular com até 10 machos num período de três horas. Ao se masturbarem após a cópula, os machos podem reduzir a chance de se contaminarem com DSTs, que afetam profundamente a fertilidade”, diz os estudos, Fofos eles, né?

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